Domingo

115

Ela liga-me e 10 segundos depois...
- Apeteceu-me provocar-te com a minha voz,  minha boca, deixar-te louco e duro com vontade de esfregares esse pau nas minhas mamas.
A sua voz é bonita e sexy... Diz que fez uma pausa no trabalho para me ligar....
- Precisamos de nos fazer vir um ao outro ... AGORA!..
Ok...Estou a acaricia-lo e com estas coisas facilmente me deixas duro,...tem já uma gotinha de liquido na ponta e agora vais fazer exatamente o que te digo para fazer, certo?
Esfrega o teu clitóris com uma mão e com a outra enfia um dedo dentro de ti... Quero que provoques esse teu cú como eu gosto... mete um dedo e depois dois, tão profundamente quanto consigas.
- Sim,  vou faze-lo.
- Estou quase a vir-me... (está a respirar com dificuldade, geme...)
- Diz-me como gosta do meu pau ... que o sentes endurecer dentro e que precisa de uma carga enorme do meu esperma na tua boca.
Devemos vir juntos, digo-lhe.. mas aqueles gemidos, a imagem dela - e a vontade de sentir a sua boca e vagina a espremer-me a verga querem enviar-me já borda fora....tento aguentar...abrandar .... mas ela não deixa...
Aproximo o mic do auricular e dou-lhe o ruido do meu bombar,  mais e mais rápido...e digo-lhe que estou prestes a explodir.
Ela geme nos meus ouvidos... Gosto da ideia de nos vir-mos juntos, no mesmo momento, com centenas de quilômetros a separar-nos..
Ela continua com a respiração dificil e acaba com gemidos suaves e macios.... humm..
- Oh meu Deus...Vim-me!
- Eu tambem!...
E ficamos os dois um pouco a tentar voltar a respirar normalmente...
Disse-lhe que espirrei esporra por toda a parte ... tenho uma grande porcaria aqui para limpar e tu um seminário para voltar... e os dois rimos.
Uhhhh!!! Está tão molhada... deste-me um orgasmo delicioso - disse-me e quis saber se eu gostei tanto como ela..
- Oh meu doce, eu adoro como de costume....e tanto que já hoje antes do almoço me tinha masturbado a pensar em ti....e a pensar que te fodia já me vim duas vezes em tua honra...Sabes bem que sou capaz de te foder uma duzia de vezes ao dia...
- Ahah...eu sei mas se estivesse-mos sempre juntos depressa te cansavas de mim ...
Diz-me que está atrasada ...
- Tenho de ir, ligo-te mais tarde ... e desliga.
Recebo uma mensagem de texto segundos depois, "WOW". Ela disse: "WOW".

É por isto que muito de vocês (eu incluído) têm experimentado orgasmos via phone. Eles são rápidos, fáceis e,  ao contrario dos online, evitam escrever texto com a mão esquerda.

Quarta-feira

114

Os taoístas dizem que podemos converter a nossa energia sexual em energia criativa, todavia, as minhas "criações" nada fizeram para diminuir os meus impulsos... penso que queriam dizer fricção (fricção genital).... Preciso disso urgentemente com uma menina nova para limpar o meu sistema.
Alguma das muitas que me lêem quer "fazer amor" (mesmo sem amor ...), apenas fricção genital?
Alguem partilha isso comigo?...Apenas isso. Eventualmente alguns livros ou musica e nada mais!... Não me vejo a compartilhar a conta do gás, crianças ou cães.

Segunda-feira

113

Foda-se!
Percebi, há cerca de trinta minutos, que sou definitivamente um gajo de idade. Sinto-me velho. Onde está a vitalidade de outrora, que me permitiu estar com 2 gajas ao mesmo tempo????

Os meses passam antes que eu dê por isso. Passam apenas foda-se.... Dizem que quanto mais velho se fica, mais depressa o tempo passa. Vocês acreditam em mim se lhes disser que até ontem cenas alusivas ao Natal ainda dominavam na minha sala?

Então, adeus, fiquem bem, volto em breve.

Domingo

112

São raros, muito raros dias como este onde me sinto terrivelmente em baixo.
Parece que atravessei o Atlântico a nado, cansado demais para pensar, cansado demais para me mexer, e até mesmo cansado demais para dormir. Sinto-me oprimido por um desgaste enorme no cérebro, como se os neurónios se estivessem a foder uns aos outros, o desejo está abaixo de zero e a inteligência da espessura de uma fatia de fiambre, finíssimo...



oh foda-se...

Sexta-feira

111


Após alguns minutos de ausência  regresso em perfeita harmonia Shaolin, da qual lhes deixo aqui uma breve introdução (para que conste já era fã de Bruce Lee antes)... Também gostava de perguntar às minhas milhões de fãs se debaixo dos vossos vestidos leves têm usado muito o cinta-liga ultimamente.

Sim?, Posso ver?...

Sábado

110

O blog já estava como os peixes aí do lado ou seja, moribundos! Fuck..!

Criei-o para conquistar “os corações” das meninas no limiar da puberdade, que começam a molhar a cuequinha quando sonham serem fodidas romanticamente, por achar que as meninas da minha idade são velhas demais para mim...
Não. Não é de uma amiga que preciso!.. E antes que fiquem animadas a pensar que mereço a pena de morte por tal fetiche, vou explicar: Na minha cabeça ainda estou na parte inicial dos meus vinte anos ou seja, tenho alguma dificuldade em enfiar na cabeça que já estamos em 2010, por isso, não me interpretem mal, não sou um psicopata canalha com distúrbios mentais, o que procuro é mais uma coisa do tipo duelo sangrento, uma guerra de gerações, uma cena de sexo sem hostilidades onde quem vencer é o melhor! Perceberam? (Pronto!..Já as vejo suspirar de alivio e com um sorriso de piedade no rosto como uma tia que me entende). O problema é que até agora esse objectivo tem-se revelado um perfeito malogro!
Vale-me que existe um harém dedicado de mulheres acima dos 40, que me acham insuportavelmente irresistível e com sede de cada migalha que cai do meu teclado, mas, obviamente, há um ecrã entre mim e as minhas leitoras, coisa do tipo "gloryhole" ou seja, um buraco no monitor pelo qual passo a "coisa" e elas, do outro lado, absorvem sem sequer saberem de quem se trata. Oh as virtudes do anonimato... Confesso-vos tambem que, e para não se sentirem tão solitárias no processo, já pensei em adicionar ao perfil uma foto do "zécão" mas o quadradinho é pequeno demais, e até, ocasionalmente, gostaria mesmo de poder apresentar-me inteirinho como realmente sou! Mas Bukowski, o meu outro professor, disse que na mulher "a ficção é melhor que a realidade", ora isto diz tudo... Depois, a sinceridade é um jogo fodido onde frequentemente se tem mais à perder que ganhar, é mais ou menos como em politica. Percebem?
Mas voltando ao essencial, como podem ver/ler, sofro de um bloqueio criativo há muito tempo, mas agora piorou. Inspirem-me então! O que gostariam de ler sobre mim? Dêem-me um cenário, um assunto para as minhas cabeças.... Vá lá, eu adoro-as mulheres, e não acho que precise ser mais específico quanto a isso... Façam-me quase desejar tê-las ao meu lado para nos divertir-mos enquanto a minha "menina" estiver desaparecida. É um desafio... :)

Quarta-feira

109

10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
... Aguardem!

Quinta-feira

Mastrix aderiu ao Facebook!

Yesss!  Encontra-me no Facebook, torna-te minha amiga (*) e terás direito a ver o meu perfil (sim, incluindo o que estás a pensar!) e a trocar os olhos com as minhas fotos, a cores e muito mais. Se fores minha amiga terás garantida felicidade na vida, mesmo que já sejas crente (Jesus nunca teve Facebook). Só podes dizer "Eu gosto" quando escrever lixo, ou enviares-me uma mensagem para nada.
Enriquece a tua emocionante vida sendo minha amiga no Facebook....uuhhh!!

Estás à espera de quê?..... Vai! Naturalmente vai doer!

(*) Só mulheres bonitas, realizadas, gostosas, incríveis, princesas misteriosas, solitárias... Riight??? Para o resto...Bêbadas, levantadoras de peso, estúpidas ou oprimidas só pelo "desejo de acasalamento" não dá!

Segunda-feira

108

Quarta-feira

107

- (...)Quero mostrar-te uma coisa.
- Agora, às cinco horas da manhã?
- Há coisas que podemos ver no escuro (...)

Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento (2004)

Terça-feira

106




Será por via do calendário Maia que vamos ser destruídos em 2012?
O calendário Maya termina de facto em 21 de Dezembro de 2012, provávelmente por falta de papel, ou porque os invasores não lhes deram tempo para o continuar. O que tenho ali na parede termina antes, já em 31 de Dezembro de 2009.

Hummm, Está a parecer-me que no meio da crise a "indústria" do fim do mundo está próspera.

Quinta-feira

105

Estou a deixar o mundo passar, a ideia é da Venus não minha, é necessário acreditar que depois de passar (o mundo) as coisas melhoram, mesmo que já não seja humano. Deve ficar-se com uma sensação de leveza... assim como deitado numa cama azul sem tocar o solo.
Acho que muitas outras imagens devam surgir… e musica tambem...é muito animador!

Agrada-me a ideia. :)

Sábado

104

Bom. Escrever é coisa que não faço há bué, primeiro porque ando ocupado, a crise acabou por me trazer mais trabalho...Ok ok, não é razão... A razão fundamental é porque a gaja que arrasto comigo há uns tempos já me faz duvidar da minha capacidade de pensar...Não sou capaz de me concentrar noutra coisa. Fui subjugado. Quebra-me o coração cada vez que chora. Além de me fazer rir. É a mulher da minha vida! Com a foda matinal, posso dizer-vos que o meu dia fica logo aí bem preenchido. Com a da noite, fico completamente esvaziado...
Resumindo, abandonei esta minha existência virtual devido a uma vida cheia de vida... Mas agora, a pensar, apercebo-me que nem tudo está bem... Tivemos hoje uma pequena discussão sobre a cor das paredes do apartamento mas no fim, lá acabei por ceder na cozinha amarela.... Isto não é um bom presságio, sem ela a escrita neste blogue teria sido muito mais laboriosa. Na verdade, creio que é tempo de impor as minhas exigências, é tempo de reflectir com a rapidez do fakir a trote sobre as brasas ardentes... É tempo de escrever grandes mentiras como se de grandes verdades se tratassem, e que me permitirão agir com a certeza do verdadeiro inventor. Na verdade não importa, pois não?
É preciso é que escreva algo sexual para não perder a vossa atenção (!).

103

Vamos supor…
Um “indivíduo”, ou melhor, um gajo (para não lixar o blog), vive em sociedade com outros gajos. Um dia o gajo é vitima de violência desses outros gajos. Apela à razão, ao diálogo, tenta alterar o comportamento desses gajos para com ele, mas os agressores têm o coração duro e não resulta… O que fazia o gajo? Bem, como se define na Constituição da República, recorria à justiça, ia á polícia, e em seguida seguia a via dos tribunais para regular o problema. Era isto não era?
Pois era... Era mas parece que já não é!
Agora, uns outros gajos, cagaram para a CR e criaram “regras” – leia-se tabela de preços - e a justiça passa a ser um luxo a que o gajo não se pode permitir, logo a lei fica do lado dos gajos agressores, certo?
Que resta então a este gajo como solução? Cruzar os braços e esperar pela justiça divina? Essa o gajo sabe que é mais lenta ainda e continuará fodido o resto da sua vida. Assim, nada melhor que utilizar a força e a violência como único meio que lhe resta para obter justiça. E tem de ficar mais violento, mais agressivo, mais impiedoso que os seus adversários se quiser poder um dia melhorar a sua condição.
Sou um gajo de paz . Mas numa situação onde a única solução que me resta, para restabelecer o equilíbrio, é a de ser mais violento que os meus adversários, não vou hesitar!
Apetece-me fazer uma pergunta a estes “iluminados”...
Senhores, legalizaram a violência?
Sim, porque para dizer-se que é crime é preciso primeiro que a justiça seja acessível a todos os gajos do reino.

Segunda-feira

102





SCINTILLATION - Xavier Chassaing








Justine Joli by Clayton Cubitt

Um pequeno momento de beleza... (aproveitem porque é raro)

Terça-feira

101


Para aqueles que não estão familiarizados com a mitologia grega, Tirésias foi transformado em mulher por ter morto a cobra fêmea... Uma amiga dizia-me ontem que gostaria de ser homem por um dia. Nada de novo... na literatura e cinema o tema já foi amplamente abordado mas sempre de forma bastante leve, e sempre em tom de comédia.

Mas falemos sério; O que acontecia se vos fosse dada a possibilidade de alternar os vossos órgãos por uma semana (o cérebro, não entra). Digo uma semana, porque apenas um dia não me parece suficiente para dar ao pensamento a experiência eficáz.
Então, moços, no 1 º dia acordam e nem sinal de pau, nem bolas... testosterona reduzida ao nível zero. Em vez disso, no seu lugar existe agora uma nova e bela vagina, lizinha ou peluda conforme o gosto, equipada com um belo e funcional clítoris. E também.. olhem bem, mamas...belas mamas. Uuuhh..Nice!
Meninas...
Agora que tem a coisa pendente entre as pernas, ela ficou erecta e procura uma casa acolhedora, vão fazer o quê? Realizarem-se imediatamente e aceitar naturalmente o que aconteceu? Ou, pelo contrario, vão esperar algum tempinho para dar uso ao vosso recém equipamento? E por quanto tempo? E saberão vocês, na presença da "fenda", dar o mergulho?
Não me vou estender nisto... Quanto a mim, como gajo, tenho alguns pensamentos especiais. No cenário de hoje, serei uma mulher, mas com o mesmo cérebro... E agora vem as duvidas: Seria eu capaz de chupar um pau? Fazer deepthroat? Deixá-lo encher-me a boca de esperma? Engolir?.... Sim porque estas são todas as coisas que eu posso esperar que uma mulher me faça... Faria eu o mesmo?
Iria eu deixa-lo foder-me e rebentar o meu selinho. Sim porque é novinha. Nunca foi usada... No meio de tantas dúvidas sinto que preciso de um orgasmo agora, vocês sabem... Permitia eu deixá-lo foder-me o traseiro?
Namm!

Será que todas estas dúvidas surgem apenas por eu ser homem e a minha experiência ser apenas com mulheres?
Apetecer-me-á procurar uma relação lésbica? Pensando bem, sim!.... e parece-me ser esse o unico apelo.
Mulheres (agora homens), sentem vocês também a vontade de fazer o gay da coisa? Afinal de contas, a maior parte da vossa experiência foi com os homens.

O que pensam?
É a pergunta. :)

Quinta-feira

100


Caro blog:

Ultimamente não tenho tido muito tempo para te dar a atenção que me mereces.
Declínio da actividade sexual?
Não! Vai tudo bem. Sorte para mim...
O trabalho, chicotadas em mamilos, brincadeiras com gelo ou velas de cera, a minha "Striper" e os seus belos broches para terminar os longos dias, tem-me mantido ocupado... Algum anal mas pouco. Ela teve tanta lavagem cerebral social que não lhe permite desfrutar plenamente da coisa em toda a sua extensão, o que significa que, este ano, os planetas devem estar alinhados para broches porque mais de 2/3 do sexo é oral. Assim muito esperma lhe tem corrido pela garganta. Se considerar que uma ejaculação minha contém em média cerca de 10cc ou seja, uma colher de chá, e multiplicar isso pelo número de broches que ela me fez, o volume total dá cerca de um litro... foda-se, é muito!
Naturalmente que descrever aqui tanta deglutição seria monótono, e porque não dizê-lo, nojento. Não para mim que sou um "analista", mas para os milhões de mulheres que me lêem. (Felizmente que a maioria não pensa como eu mas apenas nas pequeninas doses, porque temo que mudariam a perspectiva da coisa e teriam ainda mais dificuldade em engolir).

Mas caríssimo blog, mesmo a este ritmo lentinho atingimos o post 100... Será que significa que somos melhores do que alguém com 69?... Não sei, pergunta por aí...

Mas bem, mesmo sem nada te dizer há muito tempo, gosto de te ter para te contar as nuances de cada mulher que esteve ou está comigo e assim, achei melhor continuar a manter-te porque estou certo que ainda temos muito a dizer um ao outro, mas isso serão histórias para outra altura. Veremos como as coisas correm.

99

A vida real e os seus imperativos fizeram com que deixasse acumular poeira aqui ultimamente (o que não é grave, basicamente). Trabalho, deveres, festas, a colecção de aranhas venenosas e, sobretudo, a mudança de bunker, que ocasionou a interrupção do serviço de Internet durante alguns dias! E se tudo não fosse suficiente fui também convidado por sua majestade, a gripe, a ficar doente também. E quando estou doente, fico quieto para fazer o mínimo esforço possível. Ainda estou abalado... Felizmente, as coisas remediaram-se e posso retomar a minha vida virtual tão excitante.

E hoje, por um momento, pensei em fazer aqui algo de original, mas acho melhor não, abandonei a ideia de contar aos milhões que por aqui passam as minhas decisões para 2009. E assim, com um pouco de desfasamento temporal, desejo a todos a concretização dos vossos sonhos, projectos, sobressaltos, saltos, histórias de sexo, de coração, de alma, wathever..., Se não excelentes pelo menos boas, e que aprendam um pouco com tudo, e sobretudo muita vida.

Que raio queria dizer mais?!… era tão inteligente que esqueci.

98

(foto: Irakly Shanidze)


Blog fechado por uns tempos devidos a trabalhos e como alguém disse "O trabalho é o inimigo da inspiração"...
Chegamos a Dezembro…
Ruas iluminadas… A corrida aos presentes começou… As crianças expressam desejos com cartas ao pai-natal...
E vocês? Como fazem?
Se eu pudesse satisfazer um dos vossos desejos (eróticos, obviamente:), qual seria?
Ousarão revelá-lo aqui ou preferem num e-mail privado?

Sábado

97

(Continuação)Foi por acaso que descobri o ponto sensível da M, aquele em que não sentia prazer se não fosse suficientemente humilhada.
Uma noite telefona-me com voz trémula dizendo-me que estava muito doente, de cama. Que precisava de mim perto dela. Ora aqui o pobre gajo, fodido com mais dia de trabalho, precipitou-se logo em ir ao seu encontro afim de a consolar: Foda-se! Tudo o que precisava era de um regenerador sono, mas ouvir a sua voz em sofrimento fez-me compreender o quanto estava unido a ela…. E lá fui. E foi com um espírito de super-herói que lhe toquei à porta naquela noite. Mostrei-me inicialmente amável, ouvindo e sorrindo. Cinco minutos depois, dei por mim a pensar muito seriamente: "Tás doente o caralho!...". Perante o seu estado geral, ela me parecia melhor que eu. Tinha brincado comigo ao simular no telefone que estava muito doente para que acorresse à sua cabeceira para a consolar, esqueceu-se foi de mencionar o tipo de consolo que queria, é que de doença nem sintomas, apenas um furioso desejo de ser fodida, enfiada numa camisa de noite opaca e longa, tão feia que nem os hospitais no Afeganistão ousariam impô-lo às suas pacientes. Ignoro o motivo que a levou a enfiar-se naquilo, nem mesmo onde a podia ter comprado, mas tenho de admitir que era claramente a vestimenta perfeita para a personagem do pequeno teatro que comigo queria fazer, e provavelmente o único artifício que tinha à mão para me justificar a súbita doença.
Gosto de foder gajas, alarga-las, preenche-las, massacra-las... Mas sempre tive horror que me tomassem por otário.
Dilema entre os meus (dois) cérebros: O 1º, o de cima: devia ou não devia render-me aos seus caprichos? mas de imediato, o 2º, aquele ao nível do meu baixo-ventre, cai sob o encanto de tanta… estupidez e rapidamente fico magnânimo; M era terrível, tipo versão adulta da criança travessa. Como não perdoar-lhe estes defeitos quando são encarnados com tanto amor e arte? Decidira finalmente contrariar o 1º e ficar. Na sequência, à bruta, levantei-lhe o horrível vestuário e deixo-o envolto e a apertar-lhe o rosto até quase a asfixiar enquanto lhe chamava cabra! Ela adorou.
Foi assim que descobri que M adorava ser a minha "coisa" e molhava totalmente à simples ideia de ser obrigada a fantasias perversas. E o amor com que o fazia agradava-me e excitava-me bastante. E assim, invisual e quase asfixiada, atingiu numerosas vezes o orgasmo naquela e outras noites.

A minha"descoberta" foi ainda reforçada por uma das suas confissões; o hábito, nas noites de celibato e de aborrecimento, de tomar de assalto via telefone, os quartéis de bombeiros e esquadras de polícia a fim de excitar com os suspiros das suas masturbações frenéticas os ouvidos dos diversos gajos de serviço. Eles ao que parece gostavam já que nunca a prenderam. Confessou-me mesmo ter o desejo louco de “aviar” um camião cheio de GNR´s e servir de receptáculo com todos os seus orifícios aos mastros entesados e respectivas algemas e cassetetes. Mas o seu gosto pela mentira ela o demonstrara mais uma vez, e deixa-me muitas duvida se faria realmente gang-bang com a companhia inteira das “autoridades”.

E deste modo, a nossa relação foi ficando progressivamente cada vez mais insalubre. Cada broche era precedido com alguns insultos e golpes violentos de pau na cara. Cada foda era depressa acompanhada por estalos também eles vigorosos nas nádegas.. Os bicos das mamas, ora eram beliscados com violência ou esticados ao limite com doçura e ternura.

Aqui entre nós, na época era um pouco estranho para mim viver aquilo, mas ler-lhe nos olhos a tesão quando o fazia dava um pouco de alma à obra, e o seu olhar quase que me suplicava que tinha mesmo de ser assim. Era cada vez mais necessário faze-la sofrer. Abusar!

Como os nossos corpos pareciam compatíveis, a nossa relação foi duradoura (94 dias). Tempo suficiente para apreciar os seus dotes na cozinha com excelentes receitas de batatas (fritas ou em puré) com ovos estrelados. Apreciei também em detalhe o poder de sucção da sua boca gananciosa, as mãos de dedos habilidosos e todo o seu corpo, em especial a bonita curva na zona dos rins ilustrada com um belo colibri. Sempre gostei de tatuagens na parte inferior das costas femininas, particularmente as que incluem caracteres legíveis... Servem sempre de distracção num “doggy-style” mais monótono….
Com o passar do tempo, os vizinhos começaram também a perdoar as manifestações dos seus orgasmos ruidosos, aos quais fui acrescentando sons de nádegas batidas ou chicoteadas, choques de corpos contras as paredes, portas a baterem às quatro da manhã ou ascensores bloqueados….
Resumidamente, M foi o meu “brinquedo” sexual por uns tempos. Aprendemos a conhecermo-nos, a compreendermo-nos, e a gostarmo-nos…
Agora dirão (oiço já as minhas leitoras mais sensíveis): Mas respeitaste-a muito pouco! És um canalha! Devias ter vergonha…blablabla! Mas para vos ser franco, não sinto hoje nem nunca o menor sentimento de culpa pelos momentos na companhia de M…. afinal ela queria que fosse assim! Algumas aumentam o consumo de Prozac ou bebem para esquecer enquanto outras gozam com o aumento das mamas, ela satisfazia-se com maratonas de sexo e nódoas negras. Nada a fazer!
Voltei a encontrar M duas ou três vezes no par de anos seguintes, agora mais “envernizada” (teria decerto encontrado no seu caminho alguém que sabia efectivamente vestir mulheres). Permanecia no entanto o pensamento lascivo e ainda obstinada com a esperança louca de uma vida a dois…
“Salva-me”, suplicou ela ao ouvido, encostando a sua face á minha. “Gosta de mim, beija-me”…
Recusei o “SOS”, satisfiz-lhe o resto. Depois, durante anos, perdi-lhe o rasto…

Seguiram-se alguns meses a apreciar a solidão, obviamente mais estáticos e menos vibrantes… Mas é fantástico, porque permite ler romances e ensaios inteligentes, reflectir sobre a vida e o nosso lugar no universo, de tentar compreender porque raio as extra-terrestres acamparam na Antárctida e não fazem contactos decentes com a nossa espécie…
E assim, como assim, depressa chegou Junho. Era tempo de passar para o campo 2 ou seja, o reencontrar  frescura em novos territórios de pele desconhecidos…
Estávamos então no inicio das novas tecnologias e com elas a novas obsessões consumistas, a democratização da internet, os chats com as salas “temáticas”, de encontros etc… Um mundo de "boys and girls" virtuais onde se improvisavam infidelidades e se espalhava erotismo e sexo sem o estar a fazer… Como odeio viver na ignorância, depressa me adaptei à coisa, curioso em testar com os “chips” a teoria da transferência do Freud e passar rapidamente a colocar a lingua em peles finalmente salgadas… E sim o velho tinha razão! O estabelecimento de relações afectivas intensas entre humanos desprovidos de qualquer contexto de realidade, é um facto incontornável! Rapidamente me vi a observar a cor dos cortinados de algumas que, tal como eu, procuravam a “pequena morte” nestes campos virtuais… o que, se para mim foi bom, para elas veio contribuir ainda mais para o aumento daquela (tão feminina) dificuldade crónica na busca do príncipe encantado.
Mas disto é inútil falar, todas sabem como é certamente!


Ah sim, esquecia, M é hoje uma mulher feliz, mãe dois filhos e casada com um amigo meu.

Sexta-feira

96

Lucros extraordinários da GALP:
-Uma subida de 159% no 1º semestre de 2008
-Empresa não paga "Taxa de Robin dos Bosques"
-E governo ainda lhe "oferece" €212 milhões de IRC (ler mais...)
Opá! Que empresas com a economia em crise se podem elogiar de fazer tais lucros durante um semestre?
E para não falar na sua contribuição para os biliões e biliões de partículas tóxicas que deixa em suspensão no nosso ar amado...
Fui fabricado para fazer sexo e não devia fazer (nem pensar) em mais nada que isso... mas ao ler coisas destas, o neurónio que aqui permanece, fáz-me pensar que há por aí gajos que, no que toca a foder o Zé povo, não respeitam nenhum limite e não lhes falta divertimento...
Parabéns ooh Xr. Amorim e C&a!...e à vossa Galp bordel.
Certamente não somos os únicos, dirá.
Pois eu sei! Mas cuidado meus caros (caríssimos).... com tanta berlaitada no Zé ele ainda abre os olhos e vos solta os cães e depois podem vir a sofrer uma inflamação aguda crónica nesses vossos gananciosos testículos.
E para terminar, enquanto uns citam cantores, eu muitas vezes cito escritores porque tenho a impressão de que eles falam por mim... Aqui deixo mais um que todos conhecem mas poucos lêem:

"O Estado é o mais frio dos monstros frios. Ele é frio mesmo quando mente; eis a mentira que sai de sua boca: "Eu, o Estado, sou o povo". Mentira. Os criadores formaram os povos e desenrolaram sobre suas cabeças uma fé e um amor; eles serviram a vida. Mas os destruidores puseram armadilhas para a multidão, é o que eles chamam Estado; eles puseram sobre suas cabeças uma espada e cem apetites. Se ainda existe um povo, ele nada compreende do Estado e o odeia como um pecado contra a moral e o direito. (…) Cada povo tem seu idioma do bem e do mal e o povo vizinho não o entende. Mas o Estado sabe mentir em todas as línguas do bem e do mal e em tudo o que ele diz, mente e tudo o que possui, roubou. Tudo nele é falso; ele morde com dentes falsos, até suas entranhas são falsas.
Nietzsche, Assim Falava Zaratustra

95

Estes tipos andam a pensar em grande.

Quinta-feira

94

(continuação)
M tinha mais alguns atributos sexuais que me divertiam, outros nem tanto. Como reforço da introdução anterior irei descrever alguns com maior rigor.
Retrato físico, em pé: altura média, seios médios, cintura média, ancas médias. Uma gaja como qualquer outra portanto. Retrato psicológico: frustrada sexualmente, muitas aventuras com experiências pouco ao seu gosto, e desejo de recuperar tudo aquilo que perdeu sem alguma vez o confessar... O tipo de mulher que sonha em mostrar-se nua sob a luz acesa mas não ousa, então, em cuequinha e sutiã, ligava as luzes de todas as divisões da casa excepto a do quarto e deixava todas as janelas abertas de modo a deixar-se ver bem. Mulher complicada como se vê, a que não assume de vez o facto de ser uma grandessíssima puta e uma completa exibicionista.

1º Atributo: Sem nenhum pudor, recordo-me que no nosso primeiro encontro, afunda as mãos durante alguns minutos nos meus bolsos e vê o conteúdo, depois de feito o inventário escondeu as minhas chaves nas suas cuecas para me mostrar claramente a sua intenção de me fazer reavê-las...

2º Atributo: era vítima horrível de uma contradição interna. Queria-se mulher moderna, evoluída, independente dos homens e assumia-se muito bem assim, excepto na cama onde era necessário que fosse submissa o mais possível. Apreciava em particular as posições onde oferecia o seu corpo à disposição do macho: passividade era a sua aposta. Assim, bastante rápido se estabeleceu entre nós uma relação dominante dominado, muito próximo do sado masoquismo...

3º Atributo: Não se vinha a não ser com uma boa quantidade de palavras porcas que era necessário ir-mos pronunciando progressivamente à medida da acção, e que ela não dispensava também de pronunciar algumas ocasionalmente fora dela. Certamente, ao início, aquilo divertia-me, mas rapidamente me cansei do seu hábito de detalhar tudo porque se cai rapidamente num pingue-pongue de vocabulário. Contar fodas, diverte e excita. Fazer, é melhor. Fazer os duas coisas ao mesmo tempo, é um horror, porque às tantas na cabeça já nem se sabe o que se faz, nem o que se diz...

4º Atributo: Urrava como uma vaca... Sei que há entre vocês alguém que sabe do que falo, que tem um destes parceiros, que gemem ligeiramente durante a acção. É até natural, simpático e acrescenta até algo de erótico ao ambiente, evita ter a impressão de praticar um coito monótono com um pedaço de carne tépida. M, passava a barreira do som, é verdade, literalmente…era pressentir que o orgasmo se aproximava, e urrava ao ponto de informar toda a vizinhança. Mas atenção, não com aqueles gemidos ou gritos de garganta agudos e excitados, nada disso. Assemelhava-se mesmo ao urrar de uma vaca. Acrescentava-lhe ocasionalmente, uma ou duas frases porcas do estilo "sou a tua puta, fode-me como fodes as tuas porcas gordas" e compreenderão assim a que ponto podiam ser lixados os encontros ocasionais com os vizinhos ao ser percorrido com os seus olhares como se estivessem diante de um exorcista.

Último atributo: M era uma daquelas mulheres que se preocupa com a dimensão dos parceiros. Comigo, tinha-se dado bem... infelizmente, tinha também o mau hábito de tirar medidas e fazer desenhos que guardava sob a almofada para as noites de solidão. Teve mesmo a intenção de ficar com a foto do meu “zecão”, recusei-lhe sempre esse prazer, consciente que estava mais apaixonada pela parte que pelo todo, e por vias disto, começava a encarar algumas "distracções" para a punir por este amor ferido.

(continua…)

Segunda-feira

93

Amy Winehouse-Stronger Than Me

Ela fascina-me...

Sábado

92

foto: Katerina Kalou

Antes de começar a escrever sobre M, convém apresenta-la para perceberem até que ponto a relação que estabelecemos, baseada unicamente em sexo, se tornou numa coisa viciosa, carnal, turva e muito insalubre que ia provocar-nos a ambos os nossos maiores excessos.
Mesmo fazendo um esforço de memória, e sem querer ser furtivo, recordo-me muito mal, apenas das circunstâncias, em como conheci M. lembro-me só que após uma manhã de compras, há 12 ou 13 anos atrás, a interrogo se estava livre naquela noite. Diz que não. No entanto acrescentou um novo número à lista dos seus contactos. M era uma rapariga normal, nem mais… Características latinas, magra, morena, com um pouco de penugem à volta dos lábios, penteada como a namorada do Popeye e vestida como um saco.

Em contrapartida, recordo-me muito bem dos seus telefonemas antes do nosso primeiro encontro. A rapariga era brilhante, discutia durante horas, orientando a conversação com brio, com certa tendência a demorar-se sempre mais nos assuntos “quentes”. Não era desagradável. Longe disso. Na época, era bastante raro para mim a oportunidade de conhecer uma mulher na caixa do supermercado, atender ao final da noite o meu telefone e antes mesmo de um segundo encontro, estabelecer com ela uma confiança erótica tão forte.
E foi assim que conheci alguns pequenos detalhes da sua vida sexual, em particular o seu "gosto de chupar bolas". Então, numa terça-feira de Setembro decidi enfrentar face a face quem tão bem evocava à distancia a arte do felátio e me listava de forma acalorada as suas diferentes fantasias… Confesso que ia aquele nosso encontro cheio de confiança, persuadido que as coisas iam evoluir positivamente e que isto era apenas uma formalidade antes das aventuras horizontais, mais ricas em ressaltos das "ditas".

Sejamos honestos, estava longe disso, muito longe. O que ia acontecer entre nós estava para além da minha imaginação...


(continua…)

Terça-feira

91

(Venus e Adonis - Rubens)
Fui bruto, e não estou orgulhoso...
Um blind date com o recurso da internet... O retorno ao calor dos territórios desconhecidos, uma vez mais...

Encontro num local próximo, e à primeira vista: Hum!..Estrabismo? Miopia? Pesadelo? Meto os contadores a zero e insisto. Percorro uma vez mais com o olhar o que se aproxima a sorrir mas tudo na mesma. Foda-se! Decepção, do tipo: fazer-se a ideia de um físico e descobrimos outro e, para ser sincero, desiludiu-me! Digamos que me saiu uma daquelas lançadoras olimpicas de dardo, pesadas, e além disso, demasiado atrevida: explicitamente obscena diria... Ao primeiro contacto em vez de beijo um gesto preciso leva a mão a deslizar-me no pau, apalpa, sente o volume... Assim mesmo, literalmente! E aparentemente o achado desencadeou-lhe uma vaga de emoções sem precedentes. Diria que gostou da sensação porque os traços do seu rosto transformaram-se rapidamente numa expressão de desejo. Os olhos brilharam, os dentes morderam o lábio inferior de tom vermelho e eu, corei!!! Como se uma brusca oxigenação seguida de hiperventilação me sufocasse, produzindo um afluxo anormal de sangue a locais não antes imaginados. Resumindo, todos os sintomas dos preliminares ali em breves segundos. Foi divertido mas cá o sorriso saiu mecânico, ligeiramente surpreendido com tanto atrevimento... Esperava um pouco mais de classe. Enfim, uma mulher de peso, "contemporânea", voraz para com as peças de carne (fora da cozinha), como se gosta.
Bom mas... ok, confesso… A sensação foi rapidamente esbatida naquele momento em que o seu rosto imprimiu aquela transfiguração de prazer, quase animal.
Passo do estado complexo boquiaberto, faço “reset” de novo, e entro no jogo. Eu sou um gajo fácil, e agora também curioso em saber quanto tempo nos vamos ser capaz de divertir.
Proponho-lhe que vamos beber um copo mas ela parece-me com pressa e acho que o que quer é beber-me a mim. O “cumprimento” de abertura foi claro e concreto e dizia muito das suas intenções para a noite… Este tipo de abordagem, directa e sem tabus, aquele relaxamento e confiança, tudo isso me devia dizer logo que não procurava um Einstein para discutir E=mc2 ou ouvir palavras sábias.
Pega-me pela mão e leva-me para o carro.
- Tens namorada? mulher??....pergunta
- Isso interessa-te?
- Na verdade não... hoje nada disso realmente importa. Cada dia é uma nova vida... Satisfação imediata é o que precisamos não é?
- Nem mais!
A viagem dura cerca de meia-hora no seu pequeno Smart, num itinerário que me pareceu demasiado familiar para ela... Chega-se a mim no trajecto, a blusa quase se abre automaticamente para se exibir desavergonhadamente e trocam-se alguns beijos e carícias.… Descobri a sua pele suave tocando-lhe na coxa e apreciava o perfume que se exalava do seu pescoço. Diz-me que a primeira impressão sobre mim foi positiva… que está habitualmente "seca", mas que agora está inundada. Considerei isto um cumprimento.

Chegamos. Porta fechada, empurro-a para a cama, dispo-a, e sim, a sua lubrificação não deixa duvidas, é densa e prova da sua tesão.
Embora fisicamente, alem de "pesada", não fosse terrível, ela se excede no acto de seduzir e rapidamente deixo de ter a impressão de me sentir o Cocas ao lado da miss Piggy mas de ter ao lado uma mulher magnificamente desejável. Penso que são os olhos, o modo de olhar escuro, intenso, e o sorriso intensamente sedutor que pesou muito na transformação.
Saltou para cima de mim, abriu-me as calças, desce-as ao longo das minhas pernas, liberto uma e depois outra perna, e “toma-me” murmurando: “Hmmm! Quero comer-te!…” O contacto da sua respiração, os seios inflados e aquela língua, em dois minutos iniciam no produto bruto uma erecção ascendente... e, após o prelúdio oral a sua hora parece ter chegado. Enfia-me num preservativo, vira-se de costas e com a mão aponta o alvo molhado, posiciona os joelhos para melhor acolher o pau duro e fá-lo afundar no interior das suas coxas até ao seu útero louco… Entra e sai, lentamente, rapidamente, demoradamente... podia sentir na glande o deslizar, o escavar, o explorar, a fricção e sucção daquelas entranhas em transe antes de me levar de novo até às profundezas para melhor apreciar o orgasmo. Não aguentando mais, reclamava-o gemendo de prazer dizendo ““Oh como é bom… venhooo! ”.… E vinha: em orgasmos múltiplos um após outro… E a seiva vazava e inundava-me... Eu imóvel, dócil, vivia o que via… a pele dourada das costas brilhante de suor, os cabelos negros, o movimento das nádegas, o jogo de cintura, a respiração, o cheiro, o corpo que tremia por toda a parte e eu ali quieto, sacrificado aos prazeres daquele instinto animal de peso. Dava-lhe o que parecia faltar-lhe e ela agradecia. Era magnífico! Não podia correr o risco de comprometer a experiência e para ser sincero, dado o prazer que ela expressava e a técnica com que se fazia penetrar, os seus talentos de fodilhona eram tais que bem poderia ficar assim indefinidamente…
Gostava daquilo e guardava-me o maior tempo possível mas enfraqueço…e...tremo..e vou vir-me!
Ela apercebe-se…Treme também, e de seguida liberta-me de só um golpe, volta-se, retira-me o preservativo e faz-me ejacular sobre a língua, no seu rosto, um pouco na sua mão, um pouco na minha barriga... Uma quantidade absurda dado que senti um enorme prazer.
Abraçou-me depois por toda a parte, cobriu-me com uma chuva de pequenos beijos e a língua hábil fez desaparecer de mim qualquer vestígio de sémen, sempre com um grande sorriso nos lábios...
É maravilhoso estar com mulheres que se vêm assim.. Acho isto extraordinário! Penso que a coisa mais desinteressante do mundo é ouvir dizer durante o acto: "Fode-me!"...Fode-me com força cabrão...Não pares!!!" … Assim, nem é preciso mexer, apenas sentir..
Descansamos depois, mas um segundo de desatenção e já cresço novamente na sua boca... golpes da língua ávida sobre os meus contornos nervosos acentuavam de novo o afluxo de sangue. Olha-me nos olhos enquanto me acariciava, lambia, sugava... Observava-me atenta à menor das minhas reacções e com delicadeza, brincava com as bolas como se fossem um brinquedo de menina antes de tentar absorver até á garganta o duro objecto das suas fantasias....
Gosto de anal e faço-a perceber isso, com receio deixa-se tentar.
Tranquilizo-a, digo-lhe que não insisto se ela não quiser continuar (e foi por isto que não me sinto bem agora).
Em doçura deixa-se levar, uma contracção indica a recusa do seu corpo para o jogo mas o seu silêncio dá-me luz verde… Lentamente, milímetro a milímetro, vou indo, deixo-a controlar o ritmo… um pouco depois enfio-me mais firme...e cada vez mais e mais fundo… Deixa-se invadir...geme, ondula um pouco, desta vez menos ao meu gosto mas pouco a pouco começa a melhorar... Pego-a pelos cabelos, nenhum gesto, nenhum tipo de reacção secundária alem dos ocasionais gemidos. O corpo, antes tenso, parece-me agora relaxar…Acho que gosta, que domina a dor, que lhe é agradável... e quando sinto o aparente abandono, o meu lado possessivo manifesta-se, o demónio escapa-se e não o controlo mais. Tenho desejo de rasga-la. E cada vez mais rápido, cada vez mais fundo, sinto-a contrair-se mas não dou atenção. A minha exigência é tal que perco a noção do resto... o meu desejo de penetrar é agora irresistível e fico concentrado unicamente na minha excitação, no meu prazer e no apertado buraco da minha montada, o meu alvo preferido.
Pouco antes de me vir sinto o anel diminuir ao redor da minha vara, ela grita, diz-me que dói, que não pode mais...
Respondo: "Oh não! Não agora..."
Acentuo o vaivém “salvador” e venho-me rapidamente mas é ultrapassado o limite, não respeitei os seus desejos, não cumpri o que lhe prometi...
O seu rosto transformou-se e abandona-se numa rabanada de gritos... e assim, dorida, vencida, chorava enrolada à almofada.

Dominar não é abstrair-me do outro, eu sei... Às vezes esqueço-me e a pitada de coração surge sempre tarde demais. É aqui que reside um dos defeitos na minha mecânica...Que posso fazer?
Lamento isso!

Quinta-feira

90

SIM SEI…
Se aqui os posts tivessem titulos normais este seria o melhor para hoje.. O título do gajo que volta (ainda com pau entre as pernas) após ter abandonado “os seus visitantes” tempos sem fim. Não, não teve nada a ver com a minha vida sexual, nem com as outras vidas de resto. Faço simplesmente uma grande viagem pelo vazio... Sim, porque ainda que me faça fanfarão (para a parte fêmea das quais gosto de arrancar gritos na noite após golpes violentos), vivo uma edificante travessia do deserto desde o início do ano... Bom, mas não pensem que vim cá para fazer o meu elogio fúnebre “literário”, não pensem também que vou deixá-los sem notícias, talvez mesmo vos conte detalhes da travessia e sua sequência… E não, não será triste! Mas também nada de interessante para quem ficou habituado a alimento bloguistico mais apimentado. Mas com menos sexo pode ser ainda mais ácido e excitante...lol
Para todos: 900000090 de desculpas pela minha falta de reactividade, volto em breve.

Quarta-feira

89

(Creating by David Normal paid tribute to Albert Hofmann in 2006 on his 100th birthday)

Albert Hofmann morreu, sabem quem foi?
O inventor do LSD em 1943!... Uma das substâncias psicoativas de maior poder conhecidas pelo homem.
Hofmann experimentou (acidentalmente e voluntáriamente) a substância e descreveu assim os seus efeitos : "O meu eu desapareceu num estado místico, o céu e a terra se juntaram, me senti como parte integrante do universo, entrando num novo estado de consciência" (....) "Sob o efeito do LSD, vemos, ouvimos e sentimos de forma diferente, de maneira muito intensa, e isto apenas com uma dose ínfima" .

Não andaremos todos nós actualmente a precisar de tomar uma "coisinha" assim?...

Morreu com 102 anos em luta para que a substância, proibida em 1966, venha a ser novamente autorizada.

Rest in peace, my friend!

Quinta-feira

88

(foto :Ralph Gibson)


L. é uma ex de 2004, suculenta mulher morena de olhar verde imenso, refinada, culta... no plano sexual, sem tabus, e submissa. Mantemos o contacto desde o início e vemo-nos de vez em quando. Queria uma relação séria, mas eu não, e foi isso que interrompeu o nosso idílio e nos fez seguir o nosso caminho. Mas uma noite telefona-me, sente-se só, confia-me a estupidez e o lamentável desempenho do seu "homem" actual. (lamentável significa para ela o equivalente ao regime mínimo de um gajo comum com uma grande falta de originalidade). Falamos... falamos até que a conversação termina com a pergunta fatídica: "Queres ver-me?"

23h00, estaciono a minha lata estofada perto do seu edifício burguês no cimo do qual L se estabeleceu num duplex bonito. Um código introduzido e a porta se abriu, o elevador...Impossível de evitar, compartilho a ascensão com um casal que me lembra que a natureza é bem feita porque há de facto gostos para tudo... Eles saem e eu sigo….
Sou o visitante da noite, o meu papel preferido. O que vem clandestinamente quando a noite cai, o que seduz, acaricia, maltrata e possui… Sou o visitante da noite, venho juntar-me e absorver a bonita energia de L. Outro código, como num videogame, mas todos são rapidamente quebrados, conheço os seus segredos e a senhora da fortaleza espera-me...
L. espera-me no hall imenso, tem um vestido negro, fino, que acentua o erótico desenho do vestuário interior que tem sobre a pele, sem sapatos. Parece ligeiramente ansiosa por este encontro nocturno e espontâneo mas sorriu-lhe e rapidamente se acalma e me convida a avançar no seu "palácio". Sentamo-nos num dos confortáveis sofás. Gosto desta peça, gosto aliás de todo o apartamento, da sua vista e da decoração fina, luxuosa mas discreta, as suas centenas de livros, a ausência de televisão, relegada para uma colecção de pintura e peças de arte especializadas... Gosto também do ambiente sonoro que escolheu, Merzbox (Masami Akita) - um "japanese noise", vagamente jazz, de um disco que em tempos lhe ofereci. Dois copos esperam na nossa frente, uma garrafa de um excelente vinho repousa na mesa baixa no meio de um círculo feito com uma dezena de velas. Conversamos e bebemos um pouco. Mas a conversa é curta e os nossos lábios se misturam rapidamente. As nossas mãos cruzam-se, os nossos corpos se aproximam-se e se misturam: Comecei a despi-la, de seguida transportei-a para o quarto de cima onde terminei a desembaraçar-me de todos os seus caros adereços burgueses. Apreciei alguns minutos o seu belo corpo nú, beijei-a e testei a elasticidade e profundidade da sua boca, primeiro com a língua e depois mais bruscamente com os dedos, depois meti estes mesmos dedos na sua fenda. Bem profundamente. Durante alguns minutos desenhei pequenos círculos sobre as paredes internas e rapidamente molha a palma da minha mão. Depois, no momento em que a sua respiração acalmou, segurei-lhe firmemente a nuca pelos cabelos, aproximei a sua cabeça da minha, passei-lhe a língua no pescoço e murmurei-lhe ao ouvido: "Vês putinha, continuo a poder fazer contigo tudo o que quiser" ..., "Então, continuo a ser a tua pequena cadela?" diz L. sorrindo e acariciando-me com a mão o sexo já duro através do tecido das minhas calças.

87

Tenho 150 euros para gastar ali na livraria da esquina. Que devo comprar na vossa opinião?