setembro 11, 2008

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(continuação)
M tinha mais alguns atributos sexuais que me divertiam, outros nem tanto. Como reforço da introdução anterior irei descrever alguns com maior rigor.
Retrato físico, em pé: altura média, seios médios, cintura média, ancas médias. Uma gaja como qualquer outra portanto. Retrato psicológico: frustrada sexualmente, muitas aventuras com experiências pouco ao seu gosto, e desejo de recuperar tudo o que perdeu sem alguma vez o confessar... O tipo de mulher que sonha em mostrar-se nua sob a luz acesa mas não ousa, então, em cuequinha e sutiã, ligava as luzes de todas as divisões da casa, excepto a do quarto, e deixava todas as janelas abertas de modo a deixar-se ver bem. Mulher complicada como se vê, a que não assume de vez o facto de ser uma grandessíssima puta e uma completa exibicionista.

1º Atributo: Sem nenhum pudor; recordo-me que no nosso primeiro encontro afunda as mãos durante alguns minutos nos meus bolsos e vê o conteúdo, depois de feito o inventário escondeu as minhas chaves nas suas cuecas para me mostrar claramente a sua intenção de me fazer reavê-las...

2º Atributo: era vítima horrível de uma contradição interna. Queria-se mulher moderna, evoluída, independente dos homens e assumia-se muito bem assim, excepto na cama onde era necessário que fosse submissa o mais possível. Apreciava em particular as posições onde oferecia o seu corpo à disposição do macho: passividade era a sua aposta. Assim, bastante depressa se estabeleceu entre nós uma relação dominante/dominado, muito próximo do sado masoquismo...

3º Atributo: Não se vinha a não ser com uma boa quantidade de palavras porcas que era necessário ir-mos pronunciando progressivamente à medida da acção e que ela não dispensava também de pronunciar algumas ocasionalmente fora dela. Certamente, ao início, aquilo divertia-me, mas rapidamente me cansei do seu hábito de detalhar tudo porque se cai rapidamente num pingue-pongue de vocabulário. Contar fodas, diverte e excita. Fazer, é melhor. Fazer os duas coisas ao mesmo tempo, é um horror, porque às tantas na cabeça já nem se sabe o que se faz, nem o que se diz...

4º Atributo: Urrava como uma vaca... Sei que há entre vocês alguém que sabe do que falo, que tem um destes parceiros, que gemem ligeiramente durante a acção. É até natural, simpático e até acrescenta algo de erótico ao ambiente, evita ter a impressão de praticar um coito monótono com um pedaço de carne tépida, mas M passava a barreira do som, é verdade, literalmente…era pressentir que o orgasmo se aproximava, e urrava ao ponto de informar toda a vizinhança. Mas atenção, não com aqueles gemidos ou gritos de garganta agudos e excitados, nada disso. Assemelhava-se mesmo ao urrar de uma vaca. Acrescentava-lhe ocasionalmente, uma ou duas frases porcas do estilo "sou a tua puta, fode-me como fodes as tuas porcas gordas" e compreenderão assim a que ponto podiam ser lixados os encontros ocasionais com os vizinhos ao ser percorrido com os seus olhares como se estivessem diante de um exorcista.

Último atributo: M era uma daquelas mulheres que se preocupa com a dimensão dos parceiros. Comigo, tinha-se dado bem... infelizmente, tinha também o mau hábito de tirar medidas e fazer desenhos que guardava sob a almofada para as noites de solidão. Teve mesmo a intenção de ficar com a foto do meu “zecão”, recusei-lhe sempre esse prazer, consciente que estava mais apaixonada pela parte que pelo todo, e por vias disto, começava a encarar algumas "distracções" para a punir por este amor ferido.

(continua…)

7 Comentários:

Blogger Post-It disse...

"Sweet dreams are made of this trá lá lá"...

7:25 da tarde  
Blogger Masturbatrix disse...

Right!
Who am I to disagree?
:)

12:10 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

"3º Atributo: Não se vinha a não ser com uma boa quantidade de palavras porcas que era necessário ir-mos pronunciando progressivamente à medida da acção, e que ela não dispensava também de pronunciar algumas ocasionalmente fora dela."
Foda-se! eu não me venho com palavras porcas, aliás nem sou apreciadora delas durante o acto sexual, ok decerto a gaja não bate bem da mona...

Quanto ao gemer, eu gosto de gemer, ou melhor, gosto que me façam gemer, melhor do que me fazerem gemer é fazerem-me perder a respiração...mas isso é outra história...

Continuando, é como disse, essa gaja não bate em da mona.

E agora perguntas-te tu "mas como raio é que uma gaiata destas sabe tanto palavreado? Talvez lê de mais?"...
Enfim vou-me,
Beijo,
Isis.

6:35 da tarde  
Blogger Masturbatrix disse...

Ahaha!!
Sim, é necessário sempre um pouco de pimenta, ou poesia...e confesso que me excitas razoavelmente com isso...De resto eu por vezes tambem tou "inspirado"
e certamente não é de leres muito mas sobretudo quando acabas de ler, fechas o livro e falas do que leste!!...loooll

Bom...Beija-se?

(define gaiata!)

10:11 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

"gaiata" é o que o pessoal tem a mania de me chamar por eu ser jovem, é tipo "miuda" lol...
Mas para te ser bastante honesta não tenho paciencia para ler livros sobre sexo e cenas do genero...
Gosto muito mais de horror gótico, contos de fadas, e coisinhas do genero...

Beijo,
Isis

5:26 da tarde  
Blogger Venúsia disse...

parecida?
ok,estou a dar graças a deus por apenas gemer... urrar é um nivel que não quero atingir!
mordaça? secalhar não deve resultar grande coisa, mas não custa tentar...
obrigado por teres dado um saltinho no meu blog ;)
beijo

8:48 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Epa gaja fod*d* esta excitou me so de lhe ver ranger o salto , aqueles atacadores sensuais do seu ar intelectual levou me a mente a deliro. Oica suspiravam as letras no bailar dos seus labios na planice.estado k.o vi a imagem virtual no " anita ao vento" em 1 surta roncos este meu limbo. Orgasmo em letras coisa fatal. Organograma virtual

10:20 da tarde  

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